A Gruta dos Sonhos Perdidos - 6 de setembro às 21h30

6 de setembro, 21h30, no jardim do Museu da Cerâmica, mais uma sessão de cinema ao ar livre!

A Gruta dos Sonhos Perdidos (2010) / Werner Herzong – 90 min
Documentário

Durante mais de 20000 anos, as Grutas Chauvet estiveram completamente seladas por uma enorme pedra, escondendo o seu interior incrustado a cristal, do tamanho de um campo de futebol e recheado com os restos de gigantescos mamíferos da Idade do Gelo. Em 1994, um grupo de cientistas descobriu as grutas e encontrou centenas de pinturas cristalinas, espectaculares obras de arte datando de mais de 30000 anos – quase o dobro de outra qualquer descoberta do género – uma era onde os Neanderthal ainda habitavam a Terra, e ursos das cavernas, mamutes e leões da Idade do Gelo eram a população dominante da Europa. Desde então, poucas pessoas tinham tido acesso às Grutas Chauvet, e o verdadeiro significado do seu conteúdo permaneceu desconhecido – até que Werner Herzog conseguiu autorização para lá fazer um filme. Filmando em 3D, Herzog capta a beleza e a maravilha de um dos mais inspiradores locais da Terra, ao mesmo tempo que divaga, no seu inimitável estilo, sobre os seus habitantes originais, o nascimento da Arte e as curiosas populações que rodeiam hoje em dia as grutas.
O documentário "A Gruta dos Sonhos Perdidos" resulta do acesso exclusivo do realizador Werner Herzog ("Grizzly Man", "Polícia Sem Lei") às grutas de Chauvet-Pont-d'Arc, descobertas em 1994 na pequena cidade com o mesmo nome, no Sul de França. Vistas por poucos, as suas extraordinárias pinturas rupestres de 32 mil anos são as mais antigas alguma vez encontradas, tornando este local num dos mais importantes pontos de interesse científico, quer para a arqueologia como para a geologia.
Com câmaras 3D de última geração, o realizador leva-nos a uma viagem ao passado da Humanidade e ao nascimento da Arte.

Uma iniciativa "Museus no Centro", com o apoio da Fila-K e do Atelier Arte e Expressão.


Loja - peça do mês de setembro


Peça do mês - setembro 2013


A Arca Russa no Museu da Cerâmica - 30 de agosto às 21h30


30 de agosto, 21h30, no jardim do Museu da Cerâmica, mais uma sessão de cinema ao ar livre!

A Arca Russa (2002) / Aleksandr Sokurov – 96 min

Atores: Sergei Dontsov, Leonid Mozgovoy, Mariya Kuznetsova, Aleksandr Chaban, Maksim Sergeyev e Vladimir Baranov

Este é um filme verdadeiramente singular ao misturar tecnologia de ponta, uma narrativa inovadora e um estilo único de realização, criando um acontecimento sem precedentes na história do cinema: um filme de ficção sem um único corte, num contínuo movimento de câmara.
O realizador recria os maiores eventos históricos que tiveram lugar no Hermitage, fundindo Arte e História numa viagem intemporal.
O filme foi rodado integralmente no Palácio Museu Hermitage, e conta uma história que atravessa 300 anos da História da Rússia com mais de 3.000 atores e figurantes, um guarda-roupa sumptuoso, três orquestras ao vivo num dos maiores palácios do mundo, o Hermitage de São Petersburgo. Após três meses de preparação e ensaios, o filme foi feito num único dia: 23 de dezembro de 2001.
Uma iniciativa "Museus no Centro", com o apoio da Fila-K e do Atelier Arte e Expressão.

Requiem - 23 de agosto às 21h30


23 de agosto, 21h30, no jardim do Museu da Cerâmica, mais uma sessão de cinema ao ar livre!

Requiem (1998) / Alain Tanner – 105min

Atores: André Marcon, Canto e Castro, Cécile Tanner, Lia Gama, Márcia Breia, Raul Solnado, Zita Duarte

A partir do romance de António Tabucchi, o filme é rodado na zona de Lisboa.
A história principia num tórrido domingo de verão. Paul, o narrador, tem um encontro marcado com um Convidado que é, de fato, o fantasma de Fernando Pessoa. Chega a Lisboa ao meio-dia, mas apercebe-se que os encontros dos fantasmas ocorrem mais frequentemente à meia-noite.
Entre o meio-dia e a meia-noite, Paul encontra uma série de personagens da Lisboa do presente e fantasmas do passado. Cruzam-se os caminhos entre os mortos e os vivos, simultaneamente ou em momentos descompassados, até se encontrar finalmente com Pessoa; Paul cruza-se com donos de restaurante, a dona de um bordel, um mendigo, um guarda de cemitério, um motorista de táxi, uma velha cigana, todos fortemente ancorados numa cultura lisboeta que se apaga lentamente. Através de toda a história vagueia o espírito de Pessoa e um poderoso sentimento de saudade e remorso.
O filme “REQUIEM” é rodado em Portugal (Lisboa), contém uma espantosa sequência no Museu Nacional de Arte Antiga, quando o realizador filma a pintura "As Tentações de Santo Antão" de Hieronymus Bosch.
Uma iniciativa "Museus no Centro", com o apoio da Fila-K e do Atelier de Arte e Expressão.